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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

2.41 Instantes do Tempo


Foto: Tiago Coutinho


Fotografias são registros
de instantes o tempo e da vida

São como se o fotógrafo,
através da sua lente

conseguisse parar o tempo
 por um instante

Só que,
aquele instante,

aquele momento único,
depois do clique do fotógrafo

já passou,

já não existe mais...

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

2.40 Morar na praia



Morar na praia
é fugir da complexidade da cidade,

é morar num lugar calmo e tranqüilo
onde a maioria das pessoas que ali mora

tem como objetivo
viver a vida em paz,

desfrutando do lugar,
sem estresse ou por que se preocupar

É estar próximo do mar
com toda a sua exuberância e magnitude,
e poder senti-lo e admirá-lo

é também uma forma de meditação,
de transcendência.

Estar junto ao mar
é tentar atingir um estado de graça
e de união com a natureza.

É poder estar num lugar
sem a pressão da vida moderna

e poder celebrar cada momento
esquecendo-se do tempo.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

2.39 Sementes de eternidade


Os filhos
são o amor presente

Que enchem
a vida da gente


Pequenos, grandes

Em qualquer idade


São sementes do tempo

E da eternidade


2.38 Compaixão



Mãe de Pedra
Quem tem compaixão

Não descuida dos seus


Do seu semelhante

Ajudando a sua gente


A ter uma vida decente

Neste mundo de Deus

2.37 Mundo Egoista




Mundo egoísta

Onde impera a maldade


Seres sem piedade

Sofrimento e dor


Levando pra sempre

Para longe da gente


A frágil semente

Da justiça e do amor


quarta-feira, 10 de abril de 2019

2.36 Os filhos



Os filhos são para a vida toda,
e terão sempre a nosso amparo e proteção.

Porem o tempo passa,
eles crescem,
nos vamos vivendo
e a vida vai acontecendo.

As preocupações
e as apreensões que tínhamos
com relação ao seu futuro,
vão se dissipando com o passar dos anos.

Eles crescem,
estudam,
se formam,
e vão construindo o seu próprio caminho.

Então, um dia a gente entende
que o tempo é o mestre que nos ensina a viver,
e que tudo vem na hora que tiver que vir.

Que no fim das contas,
a gente sempre acaba aprendendo
com tudo que passou.

Porque o tampo... (há o tempo!),
esta sempre nos mostrando

o que realmente vale a pena.

segunda-feira, 11 de março de 2019

2.34 Tempo






Tempo, tempo, tempo...

Sempre nos lembrando que somos finitos.

O senhor onipotente e inexorável da existência

Podemos ser poderosos, orgulhosos e até arrogantes.

Ou então bondosos, amorosos e crentes.

Seguimos a nossa vida acreditando ser eternos e amados,

para ao final, terminarmos como barcos velhos e abandonados



(CCoutinho)

2.33 Vida



A vida é tempo de espera.

O  final de um ciclo, uma era.

Estação propícia para semear,

o amor pelos lugares que passar.


(CCoutinho)

2.32 O Fotógrafo e a poesia







O fotógrafo é também um poeta.

Com uma câmera e sensibilidade latente,

registra através da sua lente,

uma história, um acontecimento impactante,

uma imagem, um evento, um instante,

instigando e emocionando a vida da gente.


(CCoutinho)

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

2.40 Sem medo de mudar



À medida que vou vivendo e o tempo vai passando percebo o quanto o mundo vai mudando e a minha maneira de pensar e agir vão perdendo significado.

Em um mundo em constante transformação, de repente me dei por conta de que minhas ideias e concepções de vida e maneiras de interpretar os acontecimentos, na sua maioria, já não servem como balizadores para o mundo atual.

Convivendo e conversando com os jovens, e observando o que eles falam, escrevem, pensam e agem, percebo o quanto eles clamam por mudanças, mas também o quanto pensam diferente de mim.  
Seja na política, nos costumes, na religião, na educação, nos direitos humanos, nas relações sociais e familiares, na sua relação com a natureza e no trabalho.

Eu carrego uma quantidade de ideias e maneiras de pensar herdados de meus pais, bem como de experiências que experimentei e que balizaram as minha vida, forjaram a minha personalidade e o meu caráter. 


Também foram decisivas na construção da minha família, na formação dos filhos e, como uma gota no oceano, também de alguma forma contribuíram para um mundo melhor.

Estes valores, concepções e maneiras de pensar fizeram com que eu pudesse chegar onde estou.

Porém, observando o mundo ao meu redor, tenho consciência de que estes valores e maneiras de pensar já não têm para os jovens de hoje, o valor que tiveram outrora para mim.

O mundo mudou, as pessoas mudaram e buscam outras formas de viver e se relacionar.

Quando era jovem, assim como outros jovens da minha geração, também pensava diferente dos meus pais e sonhava com mudanças.
Os jovens do mundo inteiro sonhavam com mudanças e elas acabaram acontecendo. 

Claro que nem todas foram para melhor, mas tenho que reconhecer que mudaram o mundo o qual não é o mesmo de quando eu era jovem.  

Por isto penso que não devo resistir às novas ideias e às mudanças, pois elas são inevitáveis e, independentemente da minha aceitação e maneira de pensar, acabarão acontecendo.

Cada geração assume o comando do seu tempo sempre buscando um mundo melhor e eu não tenho nenhum receio em aceita-las, pois penso que essas mudanças não sejam mais para a minha geração, que já completou o seu ciclo de formação, como também já deu a sua contribuição para que chegássemos aonde chegamos.

Considero natural que os jovens assumam o comando das mudanças buscando um mundo melhor do que o que a minha geração construiu. 


Um mundo com mais amor, solidariedade, compaixão e tolerância entre as pessoas, independente de raça, cor, sexo e gênero e que respeite e preserve a natureza e todos os seres vivos.

Tenho consciência de que se eu quiser continuar dando a minha colaboração para o aperfeiçoamento cada vez maior deste nosso tempo, tão ansiosamente buscado pelos jovens, devo aliar-me à luta pela transformação e acolher as mudanças que vierem a ocorrer, contribuindo, de braços abertos, sem rejeição ou preconceito, sem medo de um novo e melhor amanhã.

Como diz o poeta: “O passado é uma roupa que já não serve mais”.


(CCoutinho)


domingo, 1 de maio de 2016

2.31 Somos Todos Peregrinos




Numa das missas de Domingo, no meio de tantas pessoas que lá estavam uma especialmente chamou-me a atenção. 

Era um senhor idoso que acompanhava discreta e anonimamente o desenrolar do culto assim como eu e tantas outras pessoas.  Mas eu o reconheci de outro tempo, de muitos anos atrás.

Ele havia sido uma pessoa importante, poderosa, daquelas que impunham respeito, exigiam submissão, demonstrando satisfação pela reverência e apego pelo cargo que desempenhava na época e ao que todos se reportavam chamando-a de Excelência.

Mas hoje em nada lembrava aquela pessoa que conheci outrora. O tempo passou e tudo mudou. Agora ele estava ali como eu e como tantas outras pessoas simples e desprovidas de qualquer vaidade mundana.

O lugar que ocupava na igreja denotava o quanto havia mudado. Já não sentava mais nos bancos da frente da igreja com antes e poucos lhe prestavam reverência enquanto outros tantos sequer o cumprimentavam.

A idade lhe tirara muita coisa além dos cargos e do poder. Também lhe deixara de cabelos brancos, rugas e o corpo frágil e alquebrado. A sua silhueta já não tinha mais aquela altivez e imponência de outros tempos.

Eu fique a observa-lo por algum tempo e refletindo o quando em nossas vidas nos preocupamos em conquistar bens, riqueza, poder, cargos e honrarias, para depois, tudo terminar da mesma forma, tudo perdido no túnel do tempo, como um castelo de areia levado pelo vento.

Assim como eu, talvez muitas pessoas ali presentes também o conhecessem e também o observassem. Umas talvez com indiferença, outras talvez com pena e talvez muitas com compaixão.

O homem poderoso de outro tempo, agora não chamava mais a atenção. Estava ali anonimamente. Não exigia nada, não impunha nada.

Talvez simplesmente quisesse permanecer ali junto a todos e assistir a missa como uma pessoa comum, igual a todos os presentes, sem mais nem menos.

Talvez o tempo e os acontecimentos que a vida lhe proporcionou o houvessem mudado e o transformado em outra pessoa, mais humilde, mais humana mais amorosa.

Talvez sim, talvez não, porém há um tempo em que tudo que possuímos de bens, poder e riqueza já não têm importância.

Pois, na viagem da vida somos todos peregrinos, caminhando lenta e inexoravelmente, desprovidos de bagagem, de qualquer bem, riqueza ou vaidade, seguindo em busca de uma vida verdadeiramente plena de luz, serenidade e de paz.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

2.30 Medo do escuro


Quando era pequeno eu sentia medo 
quando a luz se apagava 
e o quarto ficava escuro.
Coisa de criança.
Hoje não sou mais criança,
mas o medo do escuro continua.
Não do escuro do quarto, 
mas do escuro da solidão:
De que o nosso amor termine,
e que tu me abandones;
De ficar sozinho
e sentir a tua falta...
Quando era criança e tinha medo,
eu chamava a mamãe pra me proteger
e agora que sou adulto, a quem irei recorrer?

Candido Coutinho


domingo, 16 de agosto de 2015

2.29 A Fragilidade da vida


Nunca deixes de dedicar,
amor às pessoas queridas.
Um dia pode ser tarde,
pois a vida é muito frágil.
Sem aviso ou despedida,
um dia estão conosco,
no outro estão de partida.

Candido Coutinho

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

2.28 Os anos passam

Imagem: http://flores.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/luz_1/luz-5.jpg

É mais um ano que chega ao fim. 
Os anos passam e a vida segue o seu rumo, 
mas o tempo não apaga a saudade
e as boas lembranças das pessoas
que um dia estiveram conosco, 
fizeram parte da nossa vida 
e da nossa história, 
nos dedicando o seu amor 
e o seu carinho.


Candido Coutinho

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

2.27 Não me digas

Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEji7aK-dsXs7ZOa25PR1-sSFdq9djm2jS5av5BdowMXs0wA6El448IFZQdGQYYRRedY8RrWK0czqJTzWn_RLoMwAYUI1dXb4gAKKKiQTmVxPMUfdyk-g1tE8-cnp7s1OSpuDv82cDwbE10/s1600/Late_Goodbye_by_Dr4kon.jpg

Não me digas o que é perder um amor.
Eu já senti esta tristeza na alma.
Vem como uma forte tempestade,
Trazendo enorme saudade.
Depois, um tempo de bonança e calma.

Candido Coutinho

2.26 Hoje eu vi a lua

http://api.ning.com/files/8-niIczPtOVJx7ptjD6li6dMqw56iba6LWFR9shUuvAToN*D273ctFD-ZA8*tYdKVBUA7LuvHVwbVcAGZZjHU2wX-aPFjSxH/tumblr_lokeebaVoa1qma3sfo1_500.jpg
                         


Hoje caminhando pela estrada,
eu vi a lua cintilante e prateada.
Lembrei-me de ti por um instante.
Tu estavas linda e radiante,
como a lua no céu brilhante.
Por um momento senti a tua presença.
Uma aragem do teu perfume, um sopro de esperança.
Mas foi só imaginação, efêmera lembrança.
Desiludido, volto a olhar a lua no céu iluminada,
e vou seguindo o meu caminho pela estrada.


Candido Coutinho

domingo, 16 de novembro de 2014

2.25 Por querer


Vou vivendo
e me angustiando.

Por querer ser,
Por querer fazer,
Por querer participar,
Por querer ser ouvido.

Mas como ser diferente,
se eu sou assim?

O que dizer,
que os outros já não saibam?

O que fazer,
que os outros já não fizeram?

Sigo querendo,
vendo a vida passando
e eu me angustiando.


Candido Coutinho


sábado, 9 de agosto de 2014

2.24 (P) Lembranças da infância.

Lembro que eu era bem pequeno e tinha medo do escuro.
À noite quando o candeeiro apagava e o breu da noite inundava o quarto eu ficava com um aperto no peito.
Imaginava vultos se aproximando no escuro. Eram fantasmas, bichos e outros seres assustadores.
O mais temido era o boi-da-cara-preta um bicho assustador que no meu imaginário vinha durante a noite e levava as crianças que não estivessem dormindo.
Eu sabia que tinha que dormir para ele não me levar, mas como conseguir dormir se eu estava com medo?
Eu bem que tentava, mas o sono não chegava.
Então, só restava uma alternativa que era chamar o meu pai.
Depois de resistir por algum tempo em chama-lo, pois temia incomodá-lo e que ele ficasse bravo comigo, eu finalmente tomava a decisão.
Então eu gritava:
- Pai!
- O que foi meu filho.
- Estou com medo.
- Ta bom filho já vou.
E ele vinha no meu quarto e sentava na minha cama, ao meu lado.
A sua presença me dava uma sensação de segurança.
Então ele me abraçava com carinho e me consolava.
- Não tenha medo meu filho, pois tu és um bom menino e já estas na cama, portanto, o boi-da-cara-preta não vai te levar e, além disto, eu estarei aqui para te proteger.
Depois murmurava uma conhecida cantiga de ninar que era como ele dizia “pra chamar o sono”.
- Nana nenê
- Que o bicho vem ai
- Vai embora bicho
- Deixa o meu nenê dormir
Aquela sua voz suave me envolvia e no encanto da melodia logo eu me acalmava e o meu medo se dissipava.
Depois?
Bem, depois não lembro de mais nada, pois logo o sono chegava.




domingo, 8 de junho de 2014

2.23 (P) O passar do tempo

O tempo avança sobre nós,
modificando a nossa aparência
e a nossa vida.
Nada o faz parar.

Relutamos, choramos, brigamos,
mas ele é insensível.
Não nos ouve.
Não atende as nossas súplicas
e continua a sua ação.


Transformando-nos
pouco a pouco,
minuto a minuto,
dia a dia,
mês a mês,
ano a ano.


Até que um dia olhamos o espelho
e nos vemos enrrugados e envelhecidos,
a caminho da finitude.


Então finalmente nos conformamos.
O tempo passou,
a vida passou.
O que nos resta?


Aceitar.


Candido Coutinho

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

2.22 (P) Um novo tempo


Chega logo Primavera.

Vem trazer uma nova era.

Uma estação de bonança,

cheia de amor e esperança.

Vem abrandar meus temores

e colorir meu caminho de flores.



Candido Coutinho